Biomassa

Biomassa

Como a palavra indica, biomassa significa – massa biológica. Biomassa refere-se a “todos os materiais orgânicos não fósseis que contém energia química intrínseca.” A biomassa, depois do Sol, é uma das mais antigas fontes de energia, utilizada pelo Homem. É considerada energia verde em virtude de as emissões que provoca serem neutras.

Na prática, a biomassa tem origem na fotossíntese, através da qual os produtores primários fixam o CO2 da atmosfera, utilizando a energia da radiação solar e o transformam na matéria que compõe as plantas. As plantas são um produto directo da fotossíntese; o Sol fornece, sob a forma de radiação a energia de que as plantas necessitam para transformar a água, o dióxido de carbono e os minerais (nutrientes) em oxigénio e açúcares. O dióxido de carbono libertado na combustão é apenas aquele que foi utilizado no processo de crescimento e uma quantidade de CO2 equivalente irá ser absorvida por outra cultura, tornando assim a biomassa CO2 neutra.

Adicionalmente, a limpeza das florestas vai fazer com que se reduza imenso o risco de incêndios, uma vez que a matéria que fica ao abandono serve apenas para atear e propagar os fogos florestais. Relativamente à capacidade Nacional para produzir biomassa, é importante notar que as florestas ocupam mais de um terço do território nacional, constituindo um imenso recurso em termos energéticos que deve ser explorado e protegido. O aproveitamento deste vasto recurso irá possibilitar a redução da dependência energética, acarretando enormes benefícios para a economia nacional.

Além disso, se a matéria ficasse na floresta a decompor-se e sujeita a incêndios, libertaria a mesma quantidade de CO e CO2 que liberta ao ser queimada de forma controlada para aproveitamento energético. Na verdade, antes da construção das centrais hidroeléctricas, também os rios descontrolados de Inverno produziam cheias, destruíam culturas e bens e no verão havia secas. Só com estudos e investimentos adequados, em obras hidráulicas, foi possível evitar as inundações de Inverno e as secas de Verão. Desde há cerca de 30 anos que o país sofre o flagelo dos incêndios de Verão, que não permitem que as árvores (especialmente o pinheiro) entrem no circuito comercial normal da madeira por não atingirem a idade adulta. Na região Centro, onde se verifica a maior incidência de fogos florestais, os terrenos não são de 1ª classe agrícola, mas não de classes tão baixas como as encostas do Douro onde, no entanto, ao longo de dois séculos, se desenvolveu o valioso Vinho do Porto.

Se há incêndios é porque há produto combustível e esse produto combustível é a biomassa.